Leite Materno faz bem!

Olá gente, tudo bem?!

Estamos encerrando a 20a Semana Mundial da Amamentação. Durante esta semana, diversas campanhas em todo o mundo foram realizadas para falar aquilo que todos já devem estar carecas de saber, mas que sempre temos que lembrar: o leite materno é o melhor alimento para o bebê, e deve ser dado de forma exclusiva até os 6 meses de vida, e complementado, ou seja, com outros alimentos, até 2 anos ou mais. Isso quem fala não é o Tio Thiago, mas sim a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde, a Sociedade Brasileira de Pediatra e também… está bem… e também o Tio Thiago!
No Brasil, a Sociedade Brasileira de Pediatra tem um papel importantíssimo nessa batalha. Foi através desta sociedade que está sendo viabilizada a licença complementar para amamentar a criança por mais 60 dias após os 120 dias já concedidos às mães. As funcionárias públicas e aquelas mulheres que trabalham em empresas vinculadas ao programa Empresa Cidadã podem correr atrás deste direito. Amamentar NUNCA É DEMAIS!
Vocês sabiam que a OMS estima que, a cada ano, 1,5 milhão de mortes poderiam ser evitadas se o aleitamento materno fosse praticado? Ou seja, temos que fazer a nossa parte! Não adianta ficarmos reclamando sobre as dificuldades do país, dizendo que o Governo não fornece esse ou aquele tipo de medicamento se, ao mesmo tempo, não estamos dando a devida atenção a uma das principais medidas de saúde: o aleitamento materno!
Além disso, os estudos evidenciam que o aleitemanto materno exclusivo pode reduzir a mortalidade de crianças menores de 5 anos por causas preveníveis em até 13% e que crianças em aleitamento materno exclusivo sofrem 2,5 vezes menos episódios de doenças que crianças que tomam fórmulas alimentares (leite artificial).
O leite materno reduz a incidência e gravidade de várias doenças como: diarréia, bacteremia (infecção por bactéria no sangue), meningite, infecções respiratórias, otite média (infecção no ouvido), infecção urinária, enterocolite necrotizante (doença causada no intestino de bebês), além de desnutricão e obesidade. Alguns estudos também evidenciam possíveis efeitos protetores contra síndrome de morte súbita, dieabte, doença de Crohn, linfoma, retocolite ulcerativa, doenças alérgicas e outras doenças digestivas crônicas. Enfim… acho que convenci, certo?!
O leite materno é composto de células de defesa, vitaminas e outras células que facilitam a absorção de determinados nutrientes. Estas características não são conseguidas nas fórmulas alimentares. Imaginem um alimento que muda de sabor conforme a hora do dia e conforme os meses que vão passando, sem precisar fazer nada! Além disso, esta mesmo alimento proteje a criança contra infecções, funcionando como se fosse uma verdadeira vacina!!
Para as mães, vale lembrar que o aleitamento materno está relacionado com menor perda de sangue no pós-parto (já que amamentar logo após o nascimento do bebê libera um hormônio chamado ocitocina, que promove redução do tamanho do útero, e consequentemente, menor perda de sangue), retorno mais fácil ao peso pré-gestacional (vamos criar a dieta do aleitamento materno!!! risos…) , efeito anticoncepcional (vale lembrar que as mamães não devem descuidar… o aleitamento reduz as chances de engravidar, mas vamos cuidar, ok?!), custo zero, melhor vínculo afetivo mãe-filho (isso não tem dinheiro que pague!!), além de reduzir o risco para desenvolvimento de câncer de mama.
As mães que querem amamentar (espero que todas as que estejam lendo este blog, além de todas as suas amigas, familiares, conhecidas e desconhecidas também!!), devem ficar atentas aos seus direitos, que foram instituídos para dar maior condições para que mulher possa amamentar:
– licença-maternidade (120 ou 180 dias);
– direito à estabilidade de emprego desde a confirmação da gravidez até o 5o. Mês após o parto;
– direito à creche em estabelecimentos que empreguem mais de 30 mulhres com mais de 16 anos de idade;
– duas pausas diárias de 30 minutos para amamentar o bebê até o 6o mês.
Se tiver alguma dúvida, consulte o pediatra de seu filho! Ele será um parceirão nesta luta do bem!!
Para aqueles que gostam de publicações científicas, gosto de um trecho disponibilizado em um artigo do Lancet, uma importante revista médica, num texto orignalmente chamado Warm chain for breastfeeding (Lancet 1994; 344: 1239-41), ou, em português, Cadeia Quente da Amamentação:
“Se fosse disponibilizada uma nova vacina que pudesse prevenir a morte de 1 milhão de crianças ou mais por ano e que, além disso, fosse barata, segura, de administração oral e não exigisse uma cadeia de frio, tornar-se-ia numa prioridade imediata para a saúde pública. A amamentação pode fazer tudo isso e mais ainda, mas precisa da sua própria “cadeia quente” de apoios ou seja, cuidados profissionalizados que permitam às mães ganhar confiança e lhes mostrem o que fazer e as protejam de más práticas.”
Dessa forma, deixo meu abraço de hoje para vocês, e que todas as mamães possam amamentar seus pequenos!!

4 comentários sobre “Leite Materno faz bem!

  1. Olá Adriana, boa noite! Que surpresa e felicidade ler seu depoimento. Realmente você é um ótimo exemplo de superação!
    Algumas vezes, por motivos que nem nós médicos sabemos ao certo, o leite não vem, não aparece de jeito nenhum… e nós perdemos o “controle” da situação… Vem a frustração, os questionamentos, parece que tudo está perdido… e só depois a gente percebe porque as fórmulas (leite artificial) são desenvolvidas… para nos ajudar quando realmente precisamos! Que bom que elas existem!
    Aos poucos vem a tranquilidade, o auto-conhecimento, segurança… e não é que o leite começa a voltar?! Talvez não venha na quantidade que queríamos ou que planejamentos, mas ele vem… e aos poucos percebemos que podemos sim ajudar o bebê.
    Mas se não tivesse sido possível amamentar? Continuaríamos seguindo firmes e fortes nesta trajetória, com a certeza de que esgotamos as tentativas de oferecer o melhor ao pequeno, confirmando a ótima performance do papel de mãe ao qual você se propôs a atuar! Estou orgulhoso de você, viu?! Bjo
    Tio Thiago.

  2. Oi Thiago! Muito legal mesmo a sua participação no Fantástico. Queria deixar aqui o meu depoimento sobre Aleitamento Materno e o que ele significou pra mim. Desde a gestação, ou melhor, desde muito antes, devido a minha formaçào como nutricionista, defendi o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses e me preparei para isso também. Mas só consegui amamentar exclusivamente até os 2 meses (imaginem a minha frustração…). E não foi porque o Lucas rejeitou o peito, muito pelo contrário, ele queria sempre mais, mas o meu leite não foi suficiente. Então, com sua orientaçào e acompanhamento (e muitas lágrimas, não nego), ele começou com a fórmula, para complementar o aleitamento materno. Confesso que não consegui ainda compreender os motivos reais porque isso aconteceu comigo (a Márcia tem sido fantástica comigo, obrigada pela indicação!), mas hoje estou mais tranquila (será que deu pra perceber? rs). Hoje o Lucas está com 6 meses e eu ainda amamento. Consegui entender que posso sim, dar amor para o meu filho usando outras alternativas para alimentá-lo. Não foi um processo fácil e tranquilo pra mim, mas foi necessário. Suas palavras, paciência e orientação foram fundamentais para que eu passasse por esse desafio (pra mim foi um desafio, porque eu não aceitava não conseguir dar de mamar exclusivo para o Lucas). Hoje vejo que fiz tudo que pude e que estava ao meu alcance e que tudo serviu para me tornar uma mãe mais forte e mais capaz de enfrentar as pedrinhas que vão surgindo no meu caminho. Estou reaprendendo a construir o meu castelo com elas! Obrigada por tudo! Bjs, Adriana.

  3. Olá Juliana!! Bacana ter sua participação aqui…
    Eventualmente, algumas mulheres realmente podem ter menos leite, principalmente quando sofreram algum tipo de cirurgia (redução de mama, por exemplo, ou colocação de prótese de silicone), quando ingerem, pouco líquido, estão muito ansiosas ou uso de algumas medicações. Na maioria das vezes, falta mesmo incentivo e orientação. Eu, sinceramente, nunca vi um bebê rejeitar o seio materno quando não tem nenhum problema associado. Ele pode ter refluxo, que faz com que fique irritado e com dificuldade para mamar. Mas rejeição por si só eu nunca vi. Um abração!!

  4. Oi dr. Thiago! Acabamos de vê-lo no Fantástico… tá chique, hein!
    Parabéns, pelo blog…e por todo trabalho q vc vem desenvolvendo!
    Com certeza serei leitora assídua!
    Sobre a amamentação, sou uma defensora incondicional… a Malu mamou exclusivamente no peito até os 6 meses… e depois até os 2 anos. E eu sou testemunha viva de todos os benefícios, pra mim e pra ela. Por isso, gostaria de perguntar uma coisa, da qual não consigo me convencer: É verdade qdo uma mulher diz que não teve leite, q o filho rejeitou o peito?
    Um grande abraço nosso, Juliana e Malu

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