Meu filho está com febre!

Um dos motivos mais frequentes que faz com que os pais levem as crianças ao pronto atendimento é febre. Quando a temperatura dos pequenos começa a subir, é um “Deus nos acuda!”. A criança vai esquentando e parece que vai virando uma batata quente! Vai do colo da mãe, para o pai… chega a avó, a vizinha! Todos tem uma receitinha para resolver a febre, mas ela continua a subir.

Mas… o que é a febre? Temos que entender que a febre é um sinal de alerta e não o problema em si. Ela serve para nos informar que algo está errado. Ela não é o problema! Imagina se o a luz do óleo do carro não funcionasse. O carro teria problema e não saberíamos. A luz é um problema?! Claro que não! Então nada de ficar com medo da luz, mas sim do baixo nível de óleo, certo? Com a febre, temos que pensar parecido. Quando ela aparece, temos a sinalização de que algo está errado. O nosso próprio organismo eleva a temperatura corporal, através de um centro de controle que fica no cérebro, quando alguma ameaça é detectada. Com a febre, temos uma aceleração do metabolismo: o coração bate mais rápido, a respiração fica mais frequente. Assim o sangue corre mais rápido nas nossas veias e artérias possibilitando o transporte de anticorpos que iniciarão o nosso processo de defesa. Sem a febre, tudo ficaria mais lento.
Já convenci você de que a febre não é tão ruim assim? Não?! Então vamos lá…
Com o alerta vermelho, todos os sistemas de defesa ficam mais atentos para o que pode acontecer. Os gânglios que temos espalhados no corpo inteiro passam a produzir mais anticorpos (soldados de defesa), as veias e artérias ficam mais permeáveis, fazendo com que haja uma saída destes anticorpos para outros espaços de nosso corpo, ao encontro do agente invasor, a criança fica um pouco mais sonolenta e cansada, fazendo com que todas as energias sejam direcionadas para a defesa (quase que um repouso forçado!) e a dor surge com mais rapidez, mostrando pra gente o local certo do problema. Nosso corpo é um espetáculo mesmo, não?!
Então, meus amigos, não vamos medicando qualquer febrezinha que a criança apresentar! Sejamos cautelosos nos medicamentos. Vamos dar chance ao organismo realizar o seu papel de defesa, direitinho. Sei que você está se perguntando: Quando eu vou medicar meu filho para febre, então? Temos duas situações bem pontuais:
  • Se a febre for acima de 38,5oC. Esta orientação não é consenso de todos os pediatras. Eu oriento assim.
  • Se a criança apresentar muito desconforto com a febre, com temperaturas menores que 38,5oC, associado ou não à dor, já que o medicamento para febre e dor é o mesmo.

E, se você está com medo de que seu filho possa fazer uma crise convulsiva em função da febre, lembre-se:

  • Geralmente a crise ocorre em crianças com o histórico familiar de convulsão, ou seja, o pai ou a mãe ou o irmão já tiveram crises na infância, na presença de febre.
  • As crises ocorrem em crianças com até 5 anos de idade.
  • As crises ocorrem geralmente no primeiro pico de febre, ou seja, a criança estava bem e começa a convulsionar. A mãe só percebe que ela tem febre quando vai ajudar a criança que já está em crise.
  • Se ocorrer uma crise febril, leve a criança ao hospital tranquilamente, apenas protegendo-a para que não se machuque. Nada de segurar a língua, hein! Isso é coisa do tempo da avó e sei que você já não faz mais parte desta geração!! Ou faz?! Risos. 

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