Olhe seu filho antes de levá-lo ao médico

Eu realmente não sei o que está acontecendo! Tem gente que leva o filho no plantão toda semana! Insegurança, facilidade que o convênio proporciona, comodidade, dúvida real, falta de ideia para uma boa programação cultural com a criança… Não sei! Tenho que observar mais para tirar minhas conclusões. A única coisa que eu sei, é que minha mãe me levou poucas vezes ao médico de emergência. Será que ela foi negligente?! Mãe?!?! Sei que não. Ela era segura. Talvez estivesse preparada para ser mãe. Sobrevivi! Risos.

Um dia desses, atendi uma criança no meio da madrugada. Queixa: espirros.
− Boa noite! O que houve com seu filho? − perguntei em bom tom.
− Ele espirrou, doutor! − respondeu a mãe sem hesitar.
Fiquei curioso para saber o motivo da preocupação com o espirro:
− Espirrou e… O que ele apresentou além do espirro? O que a deixou preocupada para vir no plantão a esta hora da madrugada?
− Só o espirro mesmo. – respondeu a mãe. − Vim ver se ele não está com resfriado.
Será que um resfriado é motivo para levar uma criança ao plantão, no meio da madrugada? Não tem como esperar até o dia amanhecer, a criança acordar, para ir ao médico, se realmente ainda for necessário?
Às vezes me questiono se nós, médicos, não estamos “noiando” demais os nossos pacientes. Será?! Ou talvez o excesso de informação disponibilizado na internet esteja aumentando a insegurança de nossos pais. Tenho que parar de escrever?!
− E se essa febre for um tumor na cabeça? Claro! Na internet, eu digitei “febre” e apareceu cada coisa, doutor! Vai que o meu filho tem um “algumacoisaoma”. Por que é tudo assim né?! Esses nomes esquisitos.
Muita informação associada a pouco olhar para o próprio filho dá nisso: pais inseguros e dependentes de opiniões externas. Antes de chegar ao médico, já conversaram com a vizinha, a avó, o balconista da farmácia, as comunidades do facebook e whatsapp… E por aí vai. Chegam ao consultório com tanta fantasia, que é difícil desatar o nó!
− Doutor! Estou muito preocupada! Meu filho está ardendo em febre! Nem mediquei, para o senhor vê-lo.
− (respeitosamente) Mãe, olha para o seu filho! Ele está com cara de criança doente?
− Não.
− Ele está com cara de que tem alguma doença grave?
− Também não.
− Ele não está brincando, pulando e rindo?
− Está!
− Então não precisa se preocupar. Ele está bem. Simplesmente está com febre, um sinal de alerta que indica algo que não está dentro dos conformes!  Esta avaliação a senhora pode fazer em casa. Tem as mesmas condições que eu para fazê-la (ou até mais, por conhecer melhor a criança). Ele não está ardendo em febre, está com apenas 37,5 graus! Deixa a fantasia de lado e olha para o que você tem de real, na sua frente: uma criança que está bem, apesar da febre.
Os pais devem se munir de ferramentas para terem mais segurança de lidar com os problemas de saúde de seus filhos. A cada consulta de urgência ou rotina, devem tirar dúvidas para aprender o que fazer em cada situação. Devem perguntar para o seu médico, qual medicamento dar quando a criança apresentar este ou aquele sintoma, quando dar, e em que situação pode medicar sem orientação imediata. Tem mãe que já me ligou mais de dez vezes (momentos diferentes) para perguntar o que fazer quando o filho está com febre! Oras! Se está com febre, tem que baixar a febre. Certo? Não foi isso que eu orientei nas últimas nove vezes que me ligou? Olhe para seu filho! Tem algo além da febre que está lhe preocupando? Tem pintas no corpo, vômitos, diarreia, tosse, secreção esverdeada, sonolência excessiva? Não. Então dê o medicamento para febre. Aprenda a observar e conhecer o seu filho. Aprenda a cuidar, a fazer compressa, a dar banho morno, a estar do lado, junto, fazendo com que ele suporte os momentos de dificuldade e consiga crescer mais forte. Deixe-o perceber que você cuida dele, que ele pode ter segurança em estar sob os seus cuidados.
Para terminar. Às 5 horas da manhã atendo o celular:
− Doutor Thiago, meu filho está com febre.
− Tem algum outro sintoma? – com a voz ainda arrastada e meio rouca de sono.
− Não. Não tem.
− Então dê o medicamento de febre pra baixar.
− Eu já dei e agora ele está dormindo. Na verdade a febre já baixou.
− E por que a senhora me ligou, então?
− Porque eu queria saber que horas o senhor começa a trabalhar hoje.
E eu ainda consigo manter o meu bom humor? Como? Risos!
Quero que fique claro o seguinte: o plantão é necessário! A criança com febre não está sempre bem, ok. Mas você não deve subestimar a sua capacidade de perceber o seu próprio filho. O médico está treinado para conhecer um pouco de cada criança, mas você conhece muito, muito, muito bem aquele que está por perto, todos os dias, puxando a barra da sua saia!

31 comentários sobre “Olhe seu filho antes de levá-lo ao médico

  1. Concordo em parte com o texto, é claro que devemos observar nosso filho, mas ja que estamos o levando ao ps o medico poderia pelo menos olhar com carinho a criança. Levei minha filha ao ps apos uma semana de tosse persistente e como marcar consulta aqui pelo posto é dificil, após mais uma noite daquelas levei ao dito PS, chegando la o medico não me perguntou o que ela tinha, ja foi logo falando que minha filha estava muito branca e tinha anemia, ai com calma expliquei que tinha acabado de passa-la em uma consulta de rotina e feito exames a menos de 1 mês e que ela não tinha anemia e estava tudo bem. E que eu estava ali por conta de uma tosse que piorava de madrugada e de uma noite em que ela acordou reclamando de dor na buchecha. Ele me passou um xaropinho e mandou eu procurar meu pediatra. Bem o caso é que a tosse piorou e acabei pegando um particular, que me valeu cada centavo e tambem a partir de agora é meu pediatra, minha filha tinha bronquite. foi medicada e uma semana depois esta otima. Na verdade acredito que não devemos correr para emergencia pra tudo, mas para quem depende do SUS as vezes é a unica saida.

  2. concordo plenamente com vc!!!!!!!!!!!!!!! tbm dei meu depoimento!!!!!!!!!!!!!!!!! isso serve para gestantes tbm!!!!!!!!!!!! qdo fiquei gravida passei por um medico que tdo que eu falava era frescura……..ateh que um dia quase a perdi e comecei a me passar com outro obstetra que me deu um bom conselho que sigo ateh hj: a vida eh sua, o corpo eh seu, ngm mais sabe o que se passa nele a nao ser vc e se vc sente que tem alguma coisa errada vah ao medico e investigue o maximo!!! ateh ter certeza que nao eh nada….. nates perder tempo nos hospital e nao ser nada do quer ser alguma coisa e perder algo muito mais precioso!!!!! isso serve para nossos filhos tbm;…………… uma vez minha filha ficou nessas condiçoes de febres, uma gosma saindo do olho e sangue no xixi, e dores intensas na barriga internaram e viraram ela do avesso…………… furaram ela todinha, e no final descobriram que era giardia e que estava em estado avançado jah!!!! ela tinha 2 anos………………

  3. Dr. Eu concordo com seu texto mas os médicos não podem generalizar. Tem pais histérico inseguros mas a maioria dos que vão ao médico de madrugada tem alguma preocupação de verdade. Eu tenho pavor de febre. Mas ainda assim espero até as famigeradas 72hs para ir ao médico com meu filho. E só vou quando tudo que já sei que deve ser feito não funciona. Tive uma experiência ridícula com uma médica. Meu filho tem aparência saudável aibda que esteja com 40 de febre. Ele é grande pra idade em peso e tamanho. Vai completar 2 anos e há quem diga que fará 4. Só que tem a saúde frágil e qualquer coisa vira tragédia. Pra o sr ter idéia no ano passado tomou 9 antibióticos em 6 meses. Pegou tudo qto foi doença e todas se complicaram e numa dessas, lá vai eu depois de 3 dias de febre ao ps de dia. O médico olhou e disse que era ouvido. E lá fomos pro antibiótico. No dia seguinte a febre persistia então achei melhor consultar um médico que não fosse vidente. Fizeram exames e não acharam nada que justificasse a febre. A médica inclusive disse que pelo hemograma alterado eu podia até parar o antibiótico se quisesse. Me seu uma receita com 3 tipos de antitérmicos pra eu intercalar. E que esperasse as 72hs do antibiótico. Voltamos para casa e a febre ao invés de baixar gradualmente foi subindo a cada pico. Mesmo com os três remédios e os banhos. Chegamos a 40,5. No domingo de manhã ela cedeu. Ficou nos 37,9 e eu parei de intercalar os remédios. Dei apenas um. Só que depois do almoço a febre subiu e ele teve uma convulsão! Fui denovo pro hospital. Cheguei lá e o menino com 39. A médica se recusou a atender se a febre não cedesse. Tentei explicar que não tava resolvendo nada baixava. Ainda assim ela mandou pro banho dipirona alivium tylenol. E a febre baixava ora 38 mas depois de meia hora voltava. Qdo já ia desistir e ir pra casa uma outra médica olhou pro meu filho e perguntou qto tempo eu estava esperando a febre ceder. Eu disse dez horas nessa vida. E ai ela notou petéquias ou patequias sei Lá o nome. E já foi arrastando agente pro consultório. Do hospital saímos seis dias depois quando a febre baixou. Reviraram neu filho do avesso e não descobriram o que ele tinha ou onde era a infecção. Mas a médica que internou me ouviu. Examinou meu filho. Levou a sério o que eu tava falando. E vc acha que ele algum dia aparentou estar doente? Não! Passava o dia brincando pelos corredores do hospital como se não tivesse nada. Então dr. Eu te digo: tem casos e casos. Meu filho está passando por um infectologista para investigar o que se passa com ele. Hoje por exemplo ele acordou com febre e foi para a escola medicado. Na hora da saída estava com febre e só acreditaram qdo eu coloquei o termômetro e deu 39º. Fomos ao hospital e a médica examinou e não pediu exame nenhum. Disse que poderia ser uma gripe. … Mesmo meu filho não tendo nada além da febre. Eu acho que falta mais intuição e dedicação dos médicos. Talvez não seja o seu caso mas a maioria são uns inúteis!

  4. Olá Dr. Thiago! lembro-me bem de uma consulta que fiz quando meu neném estava com febre pelo segundo dia. Era plantão(madrugada). Você atende-nos muito bem, simpático e super profissional. nos indicou remédios e orientou o que fazer. Concordo plenamente com o texto citado pelo Dr. Thiago. O problema é que as pessoas gostam de GENERALIZAR, aumentar o que foi dito, causando problemas que não tem nada a ver com o assunto. Eu mesmo, ADMITO , que até o meu filho completar 1 ano, eu não sabia direito o que fazer quando ele dava o sintoma da primeira febre. O que geralmente acontece é que uma avó fala uma coisa, a outra avó fala outra, a cunhada fala outra, é muita gente dando palpite sem ter diploma ou ser os próprios pais.
    Tem muitos pais que nem prestam a atenção nos filhos quanto aos sintomas citados no texto. Ninguém melhor que nós, MÃES, para notarmos as atitudes das nossas crianças. É bom lembrar que não seria vantagem nenhuma para o Dr. Thiago recomendar( afinal , ele ganha para atender estes pacientes), na verdade, a preocupação dele é com a qualidade dos atendimentos, e , claro, com as nossas crianças e a relação que temos com elas. Aw, e Obrigado Dr, naquele dia, realmente, foi só uma virose. Att; Driéli Vargas Costa

  5. Olá Karina! Não só penso, como já pensei e te digo o que acho: Por isso é bom você ter um pediatra de confiança! Alguém que te conheça, que conheça seu filho e te dê as orientações. A medicina não é uma ciência exata. Pediatras com experiências diferentes dão orientações diferentes. É tudo muito individual e particular. Por isso tenha um pediatra de sua confiança. Aprenda com ele o que é o melhor para o seu filho. Evite ficar pulando de plantão em plantão em busca de uma resolução quando você pode ter alguém que você já construiu um vínculo e pode te orientar. Sei que esta pessoa nem sempre está disponível. Então pergunte a ele o nome de mais um ou dois pediatras que “seguem a mesma linha” e que também atendem em plantão. Ou, após sair do plantão, tente uma consulta com seu pediatra, quando as coisas já estiverem se acalmado, para ele dar as orientações à você com mais calma. Sobre o treinamento para pais… As consultas pediátricas mensais no primeiro ano de vida servem para isso: para dar suporte a você. Para ensiná-la como fazer. Se você não está tendo este suporte, pense em buscar algum profissional que lhe dê mais tempo e aproveite todo o conhecimento que ele tem para lhe oferecer”” Menos indignação, mais busca, vínculo, pediatra de confiança!!! Um abraço e obrigado mais uma vez por seu comentário!!

  6. Pois é Thiago, fiquei um pouco indignada porque já fui mal tratada nos plantões justamente porque o pediatra achava que meu filho não tinha nada grave para eu estar lá, pode ser complicado para vocês mas é complicado para os pais também, assim como vocês enfrentam pais sem noção, enfrentamos médicos sem noção… O fato é que não existe treinamento para ser pai ou mãe e acho bem comum que os pais se preocupem com a saúde dos filhos, principalmente quando são ignorantes (no sentido de não terem conhecimento) quando se trata de enfermidades infantis. Seria muito dolorido para um pai e uma mãe ver que seu filho está mal ou foi internado porque não foram no tempo certo em busca de um médico, mas como saber o tempo certo? Já ouvi as duas frases em emergências: 1) “Por que tu trouxe teu filho aqui, ele não tem nada!”. 2) “Por que não trouxe ele antes?”, nas duas, fui considerada uma mãe negligente… Além disso, cada pediatra tem uma metodologia, ou seja, ouvimos “conselhos” diferentes não apenas dos familiares, mas também dos próprios pediatras, fica difícil ser um pai seguro quando vários profissionais do mesmo ramo falam coisas diferentes… Pensa nisso…

  7. Quando levo meu filho a urgência pediátrica, vejo muitas crianças que estão relativamente bem e crianças muito doentes(desidratadas,pós-convulsões,asfixiando etc).Pais desesperados.Urgência eh o risco de morte em 24h. Febre não eh urgência…claro que pode ser sinal de algo grave, mas a febre sozinha não ajuda o medico a fazer o diagnostico.O medico pouco vai poder ajudar se não houver outros sinais e sintomas para ele raciocinar.Ele não vai ter saída a não ser passar remédio para febre. Pq nao esperar um pouquinho p ver como vai evoluir,já que na urgencia o medico deve estar aperreado com criancas mais graves?? O fato da fila esta grande não eh culpa do medico nao…ele nao pode atender todos de uma vez nao eh verdade????O dono do hospital ou o gestor do hospital publico deve providenciar mais salas e mais profissionais.Se a consulta esta demorando, nao eh culpa do medico.Dependendo da gravidade da crianca, ela pode necessitar de mais ou menos tempo do medico.Claro que ele vai demorar mais se for realmente urgencia!! O autor do texto quis pedir para evitar levar os filhos sem sinais de gravidade para a urgencia(isso seu pediatra pode lhe explicar),nem levar seu filho para uma consulta ambulatorial na urgenia.Assim nao sobrecarrega o sistema, nem o medico,nem o enfermeiro nem a equipe que esta a posto para atender URGENCIAS.Saude nao eh igual a medico,eh igual a equipe de saude.Se o medico lhe tratou mal,eh porque ele eh mal educado.Assim como existe advogado,engenheiro,funcionario publico,empresario,caixa de supermercado,vendedor etc mal educados!! O vestibular nao escolhe so os educados ou gentis ou com vocacao.Criticar os medicos em geral pode magoar aqueles que sao bons profissionais.Parabens ao pediatra que estudam oito anos(6 de curso e o minimo de 2 de residencia) no minimo para cuidar dos nossos filhos,nao sao remunerados como merecem,aguentam reclamacoes e veem criancas falecerem.Pode ate parecer que nao,mas medico tem sentimentos e sofre ao perder o paciente

  8. Muito bom, texto excelente, minha filha fraturou a clavícula a noite, observei algo errado, mediquei para dor e aguarde um o dia amanhecer, não tinha risco de vida para uma sangria desatada. A emergência é para risco de vida, o profissional deve estar preparado para isso, se atender consulta ambulatoriais a noite toda, quando chegar uma emergência real terá seu raciocínio prejudicado. Já experimentaram ficar de plantão acordado 12h? Vai contra a biologia humana é preciso valorizar está turma, para quando realmente for uma emergência eles estavam lá.

  9. Concordo que alguns exageram sim. Mas a má vontade dos médicos durante a madrugada é um negócio sério!! E evidente!! Já vi cada absurdo! Se a pessoa foi até o hospital de madrugada, saiu de sua casa no meio da noite, o mínimo que ela merece é ser bem atendida. Acho a medicina uma profissão incrível, linda! Mas nem todos merecem exercê-la! Já tive inúmeros diagnósticos errados na vida. Já quase morri por erro médico. Já tive uma infecção gravíssima, que quase me custou a perna, pq um médico irresponsável olhou para uma ferida completamente necrosada e disse que era ¨só uma casquinha¨, que ficasse tranquila ¨passa um alquinho (?!) que fica bom” Resultado: 6 meses de tratamento da necrose, enxerto, e uma cicatriz gigante até hoje.Isso pq não houve uma intervenção correta no momento que a coisa começava. Então entendo muito bem o pai que se preocupa com a febre no meio da madrugada, ainda mais se ela não vai embora… Como falei, exageros acontecem em qualquer profissão. Inclusive com médicos exagerados que não tem a menor paciência pra entender a insegurança da família.

  10. Infelizmente o sentido do post não foi entendido, infelizmente… E virose é sim diagnóstico! existem milhares de vírus na natureza que causam os mesmo sintomas e na grande maioria das vezes não existe como saber que vírus é esse, isso pode ser no sus, no particular, até na China.. Viroses geralmente cursam com os sintomas em torno de 7 dias e o que o médico pode fazer somente é cuidar dos sintomas, só.. como disse, até na China o tratamento é esse…

  11. Olá Karina! Em primeiro lugar, obrigado por demonstrar o seu ponto de vista!
    Se você reler o texto com calma, perceberá que concordo com muito do que você disse.
    Na medida em que a criança vai crescendo, você vai aprendendo sim a ter segurança de lidar com os problemas que vão surgindo. Acho isso fantástico e valorizo! Não há pessoa melhor para lhe dar este suporte do que o pediatra de seu filho, que também vai o conhecendo melhor, a cada consulta.
    Escrevi: “Os pais devem se munir de ferramentas para terem mais segurança de lidar com os problemas de saúde de seus filhos. A cada consulta de emergência ou rotina, devem tirar dúvidas para aprender o que fazer em cada situação.Devem perguntar para o seu médico, qual medicamento dar quando a criança apresentar este ou aquele sintoma, quando dar e em que situação pode medicar sem orientação imediata.” Não é função dos pais dar diagnósticos. Não é a isso que me refiro. Mas os pais podem aprender a lidar com situações recorrentes, como a febre. Pergunte para o pediatra de seu filho o que é febre e pergunte o que fazer quando ele apresentar este sintoma. Os meus pacientes não tem dificuldade para saber diferenciar uma febre de uma tosse. São coisas totalmente diferentes. Na dúvida, eles me perguntam e, a cada consulta, eles se sentem mais seguros em lidar com as crianças em casa. Pergunte para seu médico quando você deve levar seu filho à emergência. Se seu pediatra achar que sempre que tiver febre, seu filho deve ser levado imediatamente para a emergência, ok. Eu oriento, tento ensinar os pais dos meus pacientes a terem um olhar para o filho, a aprenderem a lidar com a criança, a observarem os sinais que realmente são importantes e merecem mais atenção. Oriento como o problema vai evoluir e se o diagnóstico for virose, eu falo sim, e eles confiarão. Sugiro a leitura do artigo sobre este tema (http://www.tiothiago.com/2009/01/viroses.html?q=virose). Você se engana sobre as consultas por telefone. Não gostamos delas. Preferimos avaliar e orientar as crianças pessoalmente. Além disso, não sugeri em momento nenhum do texto que os pais devem “curar” seus filhos em casa e se você o reler, perceberá que não orientei a procura pela avó. Enfim… De qualquer forma, torço para que você tenha boas experiências com seu filho e o pediatra dele!

  12. Engraçado, não vi ninguém comentando sobre as crianças que os pediatras mandam para casa porque só estão com uma febre, que pode ser tratada a base de Tylenol e Ibuprofeno, e depois acabam internadas porque a febre não era só uma febre… Até concordo que a mãe é a que conhece mais o seu filho, graças a isso deixei de dar muitos remédios receitados por telefone, sem ao menos o médico olhar para ele! Realmente essa deve ser a melhor consulta para os pediatras que não tem tempo nem paciência de respeitar os pais e olhar seus pacientes… Gostaria de atentar para o fato de que, eu por exemplo, não convivia com crianças pequenas até nascer o meu filho, e NÃO me considerava apta a saber se o que ele apresentava era tosse, febre ou mais um diagnóstico de virose… Agora que ele já tem 1 ano já me sinto mais segura, sei ver quando está mal ou não, tenho mais paciência para aguardar e observar, vamos combinar, se temos o poder de curar nossos filhos em casa, para que servem os pediatras e seus estudos? Conselhos de vós? Só para ressaltar uma das coisas que mudaram, a minha vó daria mel para meu filho na primeira tosse, o pediatra disse para dar mel apenas depois do primeiro ano. E ai, quem devo ouvir! Pelo que entendi, devo procurar a minha avó, já que os pediatras estão muito ocupados.

  13. Concordo 100% os médicos, me desculpe o autor do texto, têm que assumir uma meia culpa neste processo de insegurança. E daí que a criança não tem nada, consulte do mesmo jeito, afinal de contas estão lidando com vidas! Cansei de ver médico que nem olha e muito menos toca na criança e, também já vi casos em que a criança estava sim doente, mas o médico (sabidão) não quis olhar, pois o menino não tinha “cara de doente”, no fim era sim alguma doença… Isso tem haver com amor, com vocação, coisa que me parece estar em falta na medicina. Desculpe a sinceridade, mas penso que quem escreve um blog deve estar preparado para todo tipo de resposta rsrsrs

    1. hehehehe… não só está peparado para “todo tipo de resposta”, como publica. Obrigado pelo comentário, anônimo! Tenho toda a tranquilidade do mundo de falar sobre este tema, pois atendo muito bem meus pacientes e não me enquadro facilmente em comentários generalistas. Gosto de debater temas difíceis, identificando-me inclusive. Abraço.

  14. Olá Ziriguidum. Concordo com você! Acho sim que ninguém tem o direito de atender mal aos outros, em qualquer situação: hospital, banco, escola, repartições públicas, etc. Também fico indignado como você. Fico louco quando estou na sala dos médicos e um infeliz reclama que foi chamado para atender o paciente. Oras! Se está ali, está porque quer, ninguém o obrigou. Mas temos que ter bom senso. Esta questão que você levantou é importante! A escolha pela madrugada porque o serviço está lotado durante o dia! Isto acontece muito sim. Mas tenho que descordar de você com relação à falta de médicos: não é piada. Faltam médicos para fechar as escalas. Tem muitos serviços que estão fechando o plantão noturno por não haver profissionais disponíveis, infelizmente. E por último, sobre a pergunta: “O que levou a trazer o seu filho aqui, de madrugada?”: eu costumo sim fazer esta pergunta, sempre. Uma coisa é atender uma criança que vem por que tem febre. Posso examinar e mandar embora, dizendo que é uma faringite. O atendimento, pra mim, estaria encerrado. Mas outra coisa é eu atender uma criança com febre que a mãe trouxe de madrugada por estar muito preocupada, pois achava que a febre era uma meningite, por exemplo. Nesta situação, além de dizer que a criança tem uma faringite, tenho que orientar que ela não tem meningite, pois a mãe pode sair insatisfeita do consultório. Infelizmente, já atendi uma criança saudável no meio da madrugada, que a mãe a levou simplesmente porque tinha brigado com o esposo e queria tirá-lo de casa. Tem muita coisa por trás da queixa que leva os pais ao consultório que temos que investigar para ajudar. Obrigado por sua contribuição!!

  15. Tenho certeza Juliana, que muitos Pais gostariam de dizer muitas coisas ao Pediatras, principalmente, quando estão na emergência de madrugada.Como os médicos dizem…isso é só uma virose Pai!!!!

  16. Bom, sou Pai…e concordo em Parte com o Dr.A última coisa que quero e levantar no meio da madrugada pra levar meu filho na emergência.Já ocorreu algumas vezes, contudo, vou ser bem sincero, acho que umas 2 ou 3 fui bem atendido, no geral só encontro profissionais mal humorados e putos da vida porque estão ali de madrugada trabalhando.Aí eu me pergunto, por que não mudam de profissão?É verdade que existem mãe e pais exagerados, mas respondendo a pergunta do Dr., sabe por que alguns pais preferem levar de madrugada?Porque de manha trabalham e normalmente de manha a emergência está lotada, seja no Hosp. Público ou Particular(Plano) e, escutamos a mesma desculpa por parte dos profissionais da área de saúde, ou falta de estrutura, ou falta de medicos…(piada)Eu observo muito meu filho…só não caio na asneira de ir a emergência de madrugada pra ser mal atendido, ou levo no início da noite, ou na parte da manha.Outra coisa, essa pergunta idiota que os medicos fazem ” O que te levou a trazer o seu filho aqui de madrugada(atrapalhando meu sono)”R.: Nada, tava afim de sair da minha cama pra vir aqui dar um Rolezinho…(Meu filho hoje tem 9 anos).Boas madrugadas Dr.

  17. Muito bom! Obrigada! Uma vez cheguei a levar meu primeiro filho que estava com uma febre um pouco persistente, ai ele começou a tremer, fiquei muito nervosa, ele estava medicado, ai fomos para um PS, chegando lá na fila para fazer a triagem ainda, a febre foi baixando, baixando…e ele começou a pular e pular e bagunçar… virei para meu marido envergonhada e disse vamos embora, porque estamos atrapalhando o andamento do Ps e ainda podemos levar um xingo do médico, kkk. Assim agente aprende! Mais o seu texto serviu para lembrar! obrigado

  18. Infelizmente nem mesmo pagando plano de saude ou consulta particular se tem garantia de atendimento adequado e de que o médico vai, ao menos, olhar para a criança… Atendimento de urgência virou luxo que nem pagamento garante… Quem espera 3 ou 4 horas numa fila de emergência, publica, por convênio ou particular, certamente teve tempo p prestar atenção no filho… Nem que seja nessas horas infindáveis em que permaneceu na fila, mal acomodado… Sim, temos de prestar atenção nas nossas crianças antes de levar no médico. E esperar que os médicos também prestem atenção aos pacientes durante a consulta…

  19. O que ocorre, muitas vezes, é que as pessoas dão suas opiniões, e isso é o tempo todo, deixando as mães estressadas e preocupadas. Principalmente quando o bebê tem pouco tempo de vida, que a mãe está mais fraca, as pessoas atordoam.
    É importante frisar para as mães que ninguém melhor que uma mãe pra conhecer um filho, pra saber se tem algo errado. É bem difícil escutar tantas opiniões, até mesmo eu que sou da área da saúde acabei me deixando levar, mas tem uma hora que é preciso deletar, ou então você enlouquece e acaba deixando seu filho doente de tanto procurar doença nele.

  20. Também achei o texto muito bom por revelar um desvio comportamental grave e que acaba expondo crianças saudáveis ao contato com doenças contagiosas mais graves. Pena que esse não seja o único motivo de idas recorrentes a emergências. Há profissionais muito mal qualificados no mercado e outros bem qualificados mas insatisfeitos com sua remuneração. Em nome disso, não dão celulares, prestam consultas no estilo “mediúnicas”, o que faz com que pais acabem procurando emergências em busca de uma segunda opinião. O preço de uma digna consulta pediátrica no RJ varia entre R$120,00 e R$300,00. Quantos podem pagar esse montante? A solução acaba sendo o atendimento emergencial coberto pelo plano.
    Além disso, o atendimento moroso de muitos laboratórios também estimula tais visitas a emergências. Nesta semana mesmo, o pediatra solicitou -nos um rx PA perfil para acompanhamento de quadro de pneumonia. Já experimentaram marcar esse exame em curto prazo? e o pior receber o laudo também em curto prazo? A resposta, quase automatizada, do técnico de um grande laboratório no RJ, foi “Senhora, não adiantamos o resultado em hipótese alguma, para resultados rápidos, vá a uma emergência.”
    O que dizer??? complicado.
    De qualquer forma, obrigada pelas orientações e histórias muito bem narradas.

  21. Um outro fator de suma importância,é que nesta não observação em casa,vc acaba levando seu filho para um local,onde se concentra doenças!!!
    Então muita calma nesta hora que é imprescindível!

  22. Ótimo texto, parabéns… Sou mãe de duas meninas, uma de 2 outras de 4 anos e sou conhecida por ser uma mãe “desencanada”. Tenho uma amiga que também é pediatra e ela fala que sou uma das poucas mães que ela conhece que não enlouqueceu com a maternidade…
    Respira fundo… Pediatria é isso mesmo… Parabéns de novo pelo texto… Ah também tenho um blog: http://www.mammys.com.br

  23. Para as mães que consultam no particular, ok, até concordo, mas no sus, ai de quem ñ prestar atenção nos filhos.temos que levá-los só em último caso, quando realmente nao há o que fazer, esperar algumas horas e praticamente implorar ao médico que a criança seja examinada, pois no geral a mãe fala o médico escuta cheio de uhuns, e sem ao menos tocar na criança chega a conclusão que é uma virose. É nessa que agente vem pra casa frustrada e começa a recorrer a internet chá, receita de bisavó, simpatia ou dinheiro para pagar uma consulta que lhe dá a garantia de que pelo menos nos olhos o Dr. te olha.
    Adorei o blog.

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