Pediatras e mães sabem de crianças: uma possibilidade incrível de crescimento!

Aí o Congresso acaba e a vida do pediatra volta ao ritmo (a)normal. Consultas, ligações, mensagens, e-mails, (mais) leitura, plantão, aula. O volume de afazeres é realmente grande, o que gera dificuldade e frustração, tanto pra ele, que não consegue dar conta das atribuições do dia, quanto para a mãe, que muitas vezes fica angustiada aguardando uma resposta. Mas quantas outras mães foram atendidas e orientadas! Quantas crianças avaliadas! Mesmo assim, fica aquela sensação de que poderia ter sido melhor. De que mais pessoas poderiam ter sido atendidas ou acolhidas naquele dia. Aos poucos, vai se processando a ideia de que, se a necessidade ainda não foi acolhida, as mensagens aparecem novamente. E, na medida em que é possível fazer, faz-se.

Penso que seja assim o sentimento de mãe. O bebê chora, ela corre para acolher e alimentar. Ele chora de novo, ela corre e troca a fralda. No intervalo de uma atividade e outra está lá a mãe, lendo coisas para atender melhor o seu filho, responde mensagens de amigas que passam por sufoco semelhante. Logo chega o outro filho e tem que acolher, ver se está tudo certo. Deve haver um sentimento de culpa por estar, naquele momento, dando mais atenção a um do que a outro. Eles mesmos se queixam disso! Mas as circunstâncias não dão outra possibilidade. As necessidades são diferentes, mesmo gostando de todos os filhos, na mesma intensidade. E então chega o final do dia, e a mãe é possuída por uma sensação de vazio: “Eu poderia ter feito mais”.

Mas será que precisaria mesmo ter feito mais?! Será que o bebê precisava de um amparo de forma tão imediata e contínua? Será que o espaço de tempo entre o choro e a resposta não é uma boa oportunidade de deixá-lo aprender, ter autonomia, tornar-se seguro (ou processar a insegurança) e crescer de verdade, sem dependência integral de sua mãe?

Pediatras sabem bastante de crianças (e mães! hehehe). Mães sabem bastante de crianças (e pediatras!). A complementariedade e capacidade de se colocar no lugar do outro, faz dessa relação uma incrível possibilidade de crescimento para todos nós: criança, mãe-pai-família e pediatra!

Bom dia!!

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