Palito colorido e o comportamento

O palito colorido pode ser utilizado durante a consulta do pediatra de várias formas. Na embalagem, o uso sugerido é para baixar a língua e visualizar a garganta. Eu utilizo de um jeito um pouco diferente! Gosto de ver a capacidade de tolerância das crianças e o jeito que os pais lidam com isso.

Crianças que não tem limite bem definido, pedem várias vezes, chegam a ficar ansiosas de tanto pedir. É incrível como a ansiedade vai aumentando se os pais não limitam o “me dá” ou “eu quero”.

Já outras, com limites mais claros, pedem apenas uma vez e logo são orientadas pelos pais: “pronto! você já pediu. Espere o final da consulta.” Essas crianças ficam um pouco mais tranquilas. Respeitam a orientação dos pais e eventualmente pedem mais uma ou duas vezes: “agora eu já posso ganhar?”. O nível de ansiedade fica mais baixo, pois receberam um feedback.

Tem aqueles que deixam claro o que é “merecimento”, sem medo de ser feliz (ou traumatizar ninguém): “se você merecer e o doutor tiver palitos hoje, quem sabe você ganha um”. Claro! Não é porque ganhou palito um dia, que deve ganhar sempre. Além disso, não se está fazendo uma troca. Apenas é pontuado que, para se ganhar algo, deve-se merecer aquele algo.

Sempre tem aqueles que educam à moda antiga: “que coisa feia ficar pedindo coisa pros outros menino!”. Com esses eu vibro! Quase grito “gol!”. No outro extremo, tem aqueles que falam sem perceber: “como se pede?”. E o filho conclui: “Por favor, me dá um palito!”. Note que a frase termina em exclamação! Ele acrescenta um “por favor” para aumentar as chances de ganhar e não para ser gentil. Além disso, pega mal os pais ensinarem seus filhos a pedirem presente. Premiação não se pede, realmente se conquista. O “por favor” tem outro sentido. Não cabe aqui.

Acho que a educação evoluiu, teve um platô e agora parece estar caindo. Nesse platô, as crianças aprendiam a ter respeito pelos outros e vergonha de falar/fazer coisas que não deviam, sem serem ameaçadas. Na era facebookeana, com o tal “empoderamento” e o famoso “eu tenho direito” ou “eu pago”, vejo muitos pais criando seus filhos sem limites definidos, com olhar individualista, pautados no “não custa tentar” ou “vou tentar até cons

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