Ter filhos, ainda é uma opção. Cuidar é obrigação.

Sabe aquele pai, que acha lindo tudo o que o filho faz?

O filho se joga no chão… “Olha que choro lindo.”

O filho bate no outro… “Olha como ele aprendeu a se defender.”

O filho morde a mãe… “Ah, que lindo esse dentinho nascendo, deve estar incomodando, né?!”

O filho tira rispidamente o brinquedo do amigo… “Ele já sabe o que quer!”

O “achar tudo lindo” só pode ser da boca para fora. Não consigo acreditar que alguém consiga realmente se sentir bem vendo um comportamento errado no filho. Fale (na boa) quando não gosta. Quando ficamos em silêncio, conseguimos tolerar por um tempo. Mas conforme a vida passa, somos dominados por um grande desconforto. Como resultado, podemos ter comportamento explosivo, por qualquer coisa, ou simplesmente fingimos que não estamos vendo, para evitar o incômodo.

Tente ver o seu filho como alguém que acerta e que erra. Afinal de contas, ele é um ser humano! Assuma seu papel de pai. Corrija os erros, imediatamente. Elogie quando fez algo bacana, mas não deixe de falar quando ele fizer algo que não tenha sido legal. Permita-se não gostar de algumas atitudes da criança. São apenas ações que você não aceitará e, portanto, corrigirá. Perca a fantasia de que seu filho deixará de amá-lo por ser corrigido.

Ué?! Não é essa o papel dos pais? Ou você é daqueles que acham que a escola tem essa função? Aí vem o papinho… “Por passar o dia inteiro longe das crianças, não quero gastar o ‘pouco tempo’ para corrigi-las, e sim para aproveitar momentos fofos”. Ouço isso todos os dias. Mas vou te dizer: conheço várias famílias que tem momentos fofos e corrigem os filhos quando necessário, na hora certa. Se você não está conseguindo fazer isso, peça ajuda, pois é possível.

E quando tornam-se adolescentes… “Eles já cresceram! Os pais não tem mais influência sobre eles, certo?” Errado. Você está querendo dizer que os pais não fazem a diferença na formação de seu filho?! Que a partir de uma determinada idade tudo vai por água abaixo? É assim que você se sente? Um mero “bancador” de criança que vai crescer, virar adolescente, e fazer o que quiser depois, sem nenhuma influência sua? Tenho o contato de um terapeuta para você.

Então vou lhe ajudar rapidamente, para você ir treinando em casa… Sabe as situações que eu citei anteriormente. Poderiam ter finais um pouco diferentes:

O filho se joga no chão… “Filho! Não estou gostando disso. Levanta logo daí.”

O filho bate no outro… “Vai lá e peça desculpas. Eu não gostei do que você fez.”

O filho morde a mãe… “Não gostei disso. Você não pode morder sua mãe.”

O filho tira rispidamente o brinquedo do amigo… “Devolva o brinquedo agora e não faça isso novamente.”

Não precisa bater, não vai doer. Mas você tem que deixar claro que não gostou. Isso não é cruel, não vai deixar seu filho traumatizado. Simplesmente o ajudará a reconhecer seus limites. Sim! Ele deve ter limites. Essa é sua função. Não fique com cara de bobo olhando para seu filho, sem saber o que fazer.

Ter filho, ainda é uma opção. Cuidar é obrigação. Não se esqueça disso.

3 comentários sobre “Ter filhos, ainda é uma opção. Cuidar é obrigação.

    1. Oi Ta!! Vou te dizer que isso nem é contraponto, é contribuição àquilo que penso.
      Sem dúvidas, educar é uma atividade árdua e difícil. Brinco sempre: fácil para o pediatra falar, difícil para os pais executarem.
      Minha função é lembrar onde ficar o norte… Caminhar até lá exige muito esforço. Mas assim… Tu tá tirando de letra. 😉
      Bjoks!

    2. Sobre a poesia…
      “Tomo um chá e lembro que educo com AMOR.”
      Pensa nas angústias que o pediatra passa, tentando dar limite para os pais. hehehe
      O chazinho vem junto, mas saber que é por AMOR que a gente educa, o coração fica mais calmo. 😉

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