Troca de fralda

Você sabe como higienizar a área de fraldas do bebê? São tantas informações na internet, que chegamos a ficar confusos! Infelizmente, muitas delas são alavancadas pela comercialização de centenas de produtos, fazendo com que a simples troca de fralda ganhe um ar sofisticado e complexo, parecendo impossível de ser executado por qualquer pessoa.

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Papas para bebês: amassadas e sem sal.

Quando oferecemos as primeiras papas para o bebê, aos 6 meses, estamos iniciando um período de descobertas e transição! Nenhuma criança sai comendo grandes quantidades na primeira colherada. Normalmente, precisamos de tempo para este aprendizado, que deve ser respeitado.
Ah… O seu filho saiu comendo de primeira?! Ok! Acontece. Mas não espalhe esta informação por aí, pra não colocar minhocas na cabeça de mãe que passa trabalho!! (risos) “Meu filho não come doutor! O filho da minha vizinha, que nasceu dois dias e 3 minutos depois do meu, já come um prato cheio!!”.
Preste atenção para saber se você não está fazendo de tudo para ver seu filho comer mais. Sugiro que mude um pouquinho o jeito de pensar e passe a fazer de tudo para vê-lo comendo bem, com qualidade, independente do tempo que isso leve.
Inicialmente, oferecemos pequenas quantidades, sempre complementadas com o leite materno (ou fórmula, na impossibilidade deste). Mas a ansiedade de ver um filho gorducho enchendo a pança, às vezes supera o bom senso, e faz com que as famílias caiam em algumas armadilhas: colocar sal na comida e triturar a papa.
Quando oferecemos os alimentos amassados e não liquidificados (ou “mixados”), a criança tem a oportunidade de conhecer texturas e sabores diferentes na mesma refeição. Se desde o começo é acostumada com alimentos triturados como creme, percebemos que, aos poucos, a criança vai ficando mais seletiva, “catando” coisas na boca ou no prato. Não tolera um verdinho que aparece na colher ou fica mastigando e cospe aquele pedacinho de carne. Apesar de não ter dentes, sua gengiva é poderosa!! Vai por mim! Ela consegue amassar purês mais densos, e pequenos pedacinhos de alimentos cozidos, como carne moída.
Cada alimento apresentado à criança é uma verdadeira explosão de novas experiências! Sabor, textura, temperatura, cheiro… São muitas informações novas, que devem ser exploradas aos poucos, sem pressa. Se conseguimos acostumar a criança a comer um alimento sem sal no primeiro ano de vida, será muito mais fácil para ela identificar o seu verdadeiro sabor e gostar de verdade dos alimentos. Tem criança que come qualquer coisa, desde que seja frita e com sal! Não é isso que queremos ensinar. Ou é?!
Mas não é só uma questão de paladar. Estamos falando sobre saúde! Ao oferecer alimentos sem sal para as crianças menores de um ano, podemos reduzir o risco de hipertensão arterial no futuro. Pense que os seus rins estão em formação. Se não forem sobrecarregados por sódio, terão boas condições para se desenvolverem de forma adequada e trabalharem direitinho por toda a vida!
Meu orgulho será ver as avós falando que seus netos preferem a comidinha delas… Mesmo sem triturar ou colocar sal, viu?!

Deu a Zika! O guia mais completo e esclarecedor sobre o Zika Vírus da internet!

E com a gripe bombando na mídia, o Zika vírus ficou em segundo plano! Mas não é que ele ainda está por aí? Logo, logo, quando a poeira baixar, com certeza voltaremos a ouvir falar nele. Então, se você é do tipo ligado e  quer saber mais sobre a doença… Parabéns! Veio ao lugar certo! Porque hoje, aqui no Blog Thiago Pediatra, deu a Zika!!!

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Desenvolvimento precoce de adiposidade em filhos de mães diabéticas

Um artigo publicado recentemente na revista Diabetes Care, da Associação Americana de Diabetes, traz um resultado bastante interessante sobre uma possível via de desenvolvimento de problemas metabólicos.

Segundo os autores, filhos de mães com diabetes mellitus gestacional apresentam maior adiposidade corporal nos primeiros meses de vida quando comparados a crianças nascidas de mães sem diabetes. A quantidade de tecido adiposo e a distribuição da gordura corporal foram avaliadas com duas semanas de vida e depois entre 2 e 3 meses, utilizando-se a ressonância magnética. Participaram do estudo 42 bebês, filhos de mães diabéticas (com bom controle glicêmico durante a gestação), e 44 pequenos sem esta condição (grupo controle). Os lactentes de ambos os grupos receberam leite materno, predominantemente.

Na primeira avaliação (média de 11 dias de vida), a quantidade de tecido adiposo era igual nos dois grupos. Quando reavaliados com 10 semanas de vida (em média), os bebês nascidos de mães diabéticas já apresentavam maior quantidade de gordura corporal quando comparados ao grupo controle.

E qual a importância disso? Estamos falando de bebês que tem uma maior tendência de acumular gordura já aos 10 meses de vida! Será que estamos demorando muito tempo para tomar as condutas preventivas adequadas? Qual o melhor alimento para estes bebês na impossibilidade do aleitamento materno? Os autores terminam o artigo sugerindo que a redução da adiposidade no período pós-natal pode ser um caminho para a redução de riscos futuros à saúde. Quem sabe?!

Na prática, a avaliação de adiposidade (quantidade de gordura corporal) das crianças pequenas não é rotineiramente realizada. Porém, podemos controlar o peso e o crescimento, utilizando materiais simples como balança e antropômetro (régua que mede os bebês), com grandes benefícios. Ao avaliar o bebê mês a mês, podemos contribuir muito na prevenção de doenças crônicas comuns do adulto. As medidas devem ser realizadas de forma criteriosa e sempre confirmadas. Pesar não é uma tarefa difícil, mas você tem que saber o que fazer com o dado que obteve. Não esqueça que já foi o tempo em que saudável era o bebê gorducho!

Pediatras e mães sabem de crianças: uma possibilidade incrível de crescimento!

Aí o Congresso acaba e a vida do pediatra volta ao ritmo (a)normal. Consultas, ligações, mensagens, e-mails, (mais) leitura, plantão, aula. O volume de afazeres é realmente grande, o que gera dificuldade e frustração, tanto pra ele, que não consegue dar conta das atribuições do dia, quanto para a mãe, que muitas vezes fica angustiada aguardando uma resposta. Mas quantas outras mães foram atendidas e orientadas! Quantas crianças avaliadas! Mesmo assim, fica aquela sensação de que poderia ter sido melhor. De que mais pessoas poderiam ter sido atendidas ou acolhidas naquele dia. Aos poucos, vai se processando a ideia de que, se a necessidade ainda não foi acolhida, as mensagens aparecem novamente. E, na medida em que é possível fazer, faz-se.
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Primeira consulta é com hora marcada.

Brasileiro tem mania de deixar as coisas para a última hora, isso é fato. Mas com o filho, isso pode não dar muito certo! Digo isso, pois tenho recebido muitos casais com bebês de poucos dias em consultas de urgência, dizendo que não conseguiram marcar consulta com o pediatra e querem fazer uma “rotina”. “Somos pais de primeira viagem doutor, temos dúvidas”. Claro que tem dúvidas! E são muitas!

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